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Smart e Mini, modificando a cidade. - 24/11/2009 19:07:20

Clique para ampliar (Editoria de arte Portal Frotista)

Modelos tornam mais agradável o dia a dia de quem está dentro deles e também desarmam o espírito de quem está por perto.

Eles têm o dom de mudar os lugares por onde passam. Agradam a quem está dentro e também a quem está admirando do lado de fora. O visual simpático tende a desarmar o espírito dos outros motoristas, motociclistas, caminhoneiros. Por dentro, Mini e smart (assim mesmo, com inicial tão minúscula como o carro) fazem a alegria dos ocupantes, estando ou não ao volante.

Os dois chegaram quase ao mesmo tempo. O smart fortwo passeou pelas páginas da Autoesporte na edição de abril. O Mini Cooper foi mostrado em maio. Mas, como os dois querem conquistar o mesmo público (urbano, moderno, mente aberta e endinheirado), resolvemos juntá-los. Porém, não se trata de um comparativo convencional, porque eles são muito diferentes em preço, tamanho, motores...


O smart larga na frente por causa do preço. O modelo custa R$ 57.900 (versão fechada), ou R$ 64.900 no caso do cabriolé. O Mini mais barato sai por R$ 92.500. Mas o modelo inglês dá o troco por oferecer quatro lugares, o dobro do representante alemão (feito na França sob a batuta da Mercedes-Benz, criadora da marca smart).

Um passeio pela cidade mostrou que no quesito atração o smart leva vantagem. Perto do Mini, quem é míni é o smart. Ele é o mais fora do convencional dos dois: é bem mais curto (2,69 metros, 1 m a menos que o Mini) e tem linhas externas mais arrojadas. A frente é bem inclinada e a traseira é totalmente chata – no sentido geométrico da palavra. A lateral é quase toda formada pela porta.

Perto do smart, o Mini fica mais sóbrio. O modelo é uma releitura do carrinho lançado em 1959, que surpreendia pelas inovações. Além do tamanho reduzido, trazia tração dianteira, motor transversal e coxins de borracha no lugar das molas de suspensão. O novo modelo, lançado em 2002, já sob o controle da BMW, retoma as linhas nostálgicas do original. Daí o capô baixo e relativamente longo, a grade cromada e a traseira abaulada.


Por dentro, os papéis se invertem: no fundo, no fundo, o extrovertido smart é um pouco tímido e simples no interior. Os destaques são o conta-giros e o relógio instalados acima do painel. O restante da instrumentação não chama tanta atenção. Uma prateleira sob o painel faz as vezes de porta-luvas.

No Mini os designers capricharam muito mais. O enorme velocímetro no centro do painel é do tamanho de uma pizza brotinho. Chama a atenção de qualquer um que olhe para dentro do carro, mas – curiosamente – tem efeito mais estético do que prático. Isso porque, para verificar a velocidade, é preciso desviar muito a atenção. Além disso, não permite leitura precisa, porque a gente olha para o mostrador de lado, e não de frente.


Mas, ao volante do carro, a gente deixa essas falhas de lado – literalmente. O belo painel tem chaves semelhantes àquelas de cabine de avião. Elas acionam luzes, janelas, iluminação interna, etc. O conta-giros fica acima da coluna de direção, e abriga o computador de bordo (item não disponível no smart). Duas pessoas conseguem se acomodar (com algum aperto, é verdade) no banco de trás do Mini. O smart só tem os bancos dianteiros. O porta-malas também não merece o plural: no smart, conseguimos acomodar 101 litros. No Mini, 153 l. É verdade que nem um nem outro foi feito para viajar. Mas também não servem para as compras do mês.


smart e Mini são opostos também no que diz respeito à motorização. O motor do Mini fica na frente. O do smart, na traseira, sobre o eixo, onde também está a tração. Um (o do Mini) é aspirado. O outro (smart), turbinado. São quatro cilindros no inglês e três no alemão.

E como eles se saem quando a gente para de falar (e de ouvir) “que gracinha” e pisa no acelerador? Aí eles começam a mostrar que não são apenas mais uma carroceria bonitinha. Os dois são ágeis, mas o Mini anda mais: com motor 1.6 16V de 120 cv, fez 0 a 100 km/h em 10,6 segundos e chegou a 190,3 km/h.

O smart precisou de 1 segundo a mais para chegar a 100 km/h (11,6 s), e não foi além de 145 km/h. O modelo tem um pequeno motor 1.0 turbo de 84 cv, que responde com rapidez aos comandos. Muita gente aqui na redação reclamou do câmbio automatizado de cinco marchas. A exemplo do que ocorre com Meriva Easytronic e Linea/Stilo Dualogic, as trocas são mais lentas do que em uma caixa automática. É como se o motorista tirasse o pé do acelerador, pisasse na embreagem, fizesse a troca, soltasse a embreagem e voltasse a acelerar. Só que há um módulo eletrônico fazendo tudo isso, e a resposta de troca varia de acordo com a posição do pedal de acelerador (pé mais fundo, trocas mais rápidas). O smart vem com alavancas no volante para trocas manuais, item não disponível no Mini. Este, por sua vez, tem comandos do som e do controlador de velocidade (inexistentes no smart).


O Mini tem computador de bordo e conta-giros atrás do volante. O estilo é nota 10. O velocímetro é do tamanho de uma pizza brotinho e ocupa todo o centro do painel

No modelo produzido em Oxford, o câmbio manual tem seis marchas. Os engates são bons e a alavanca está bem localizada. O único senão é que as marchas são muito longas, comprometendo as retomadas. Se o motorista mantiver o motor “cheio” não há problemas, mas em baixa rotação o carro parece que vai desmaiar. Aí, o remédio é trocar de marcha para uma inferior. Ou trocar o Mini para um superior. A BMW traz também a versão S, com motor turbo de 175 cavalos. Só que o preço vai para R$ 119.500, e por enquanto ele vem apenas com câmbio automático.


O smart é mais simples por dentro. Os destaques são os mostradores sobre as saídas de ar. O câmbio automatizado de cinco marchas tem alavancas no volante

Dirigir um e outro é uma experiência bem diferente. A começar pelos sons. O smart é mais escandaloso. Você nunca vai se esquecer que o motor está ali atrás, perto dos ouvidos, porque o barulho dele é constante. A carroceria também costuma dar uns rangidos além do normal para um carro desse preço. Da mesma forma, as batidas das portas não geram um ruído muito agradável (está mais para “caplam” do que para “tum”).

Sobre pisos irregulares, o smart também pula mais que o modelo inglês. Como tem entre-eixos bem menor (1,87 m, ante 2,47 m do Mini), a carroceria do smart oscila muito. O fato é que ele foi feito para rodar em lugares civilizados, caso das grandes cidades da Europa ocidental. Não acho que os projetistas imaginavam que algum dia ele iria parar na América do Sul.


O Mini também é um pouco duro, mas não tão “vibrante” como seu oponente. A marca inglesa pertence à BMW desde 2001. Por isso, ao volante do carro não é difícil descobrir o DNA alemão. A direção é firme e direta, como nos carros da BMW. Da mesma forma, a suspensão também é precisa: passa para o motorista todas as informações sobre o comportamento do veículo.

Os freios (quatro discos) são tão eficientes como nos modelos feitos em Munique: na pista, fez 80 km/h a 0 em 23,4 metros. O smart (tambores atrás) precisou de 26,9 m. Como ele é bem curtinho, balançou um pouco mais nas frenagens fortes, mas sem maiores riscos, já que o ABS é de série (em ambos). Outra diferença é que no smart os pedais saem do chão (como no Fusca). Mas quem vai querer saber de onde brotam os pedais? Essa dupla tem mais o que mostrar.



Hairton Ponciano Voz // Fotos: Fabio Aro






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